11 de setembro de 2011

Monumento à insesatez

Let Go by ~htmlxcoder
Estava assim por um tempo, acontecia sem acontecer. Ele era presente, insistente e queria preenche-la com o que podia. Mas colocou mais areia do que cimento para ver se rendia mais. O outro era enigmático e intimidador. Sabia como dar um gostinho de quero. Ela era só um receptáculo vazio esperando para se sentir bem.
Não era só querê-la, não era só desejar. Era dar o que ela queria para receber de volta o afeto.
E ele fingia que estava tudo bem.
Quando rolava, ele torcia para não ouvir o nome errado, quando ficavam juntos ele torcia para que o nome errado não aparecesse em sua mente. Mas não era um nome, era um símbolo. Um monumento à insensatez. Insensato por deixa-la passar. Insensato por deixar um receptáculo cheio de coisas erradas. Está na hora de se limpar.
E o futuro é assustador, eu sei, mas ainda há fé. Só não sei se ele é um bobo por querer acreditar. Não sei se é hora de deixar.

Um comentário:

Monique Burigo Marin disse...

"Ela era só um receptáculo vazio esperando para se sentir bem." É uma pena que você continue insistindo por tão pouco.

Uma luz.




Desculpe estar distante por tanto tempo. Afinal não sou mais o mesmo que era quando escrevi o primeiro texto, na verdade sou um alguém no mínimo mais consciente de que quero melhorar. E que venham as palavras pra eu despejar meus pensamentos.

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