“...mas seu violino, pelo menos naquele instante, não seria melhor do que o silêncio.”
18 de fevereiro de 2011
Entre o caramelo e o sal
A torre foi se desmanchando aos poucos. Nosso Deus enfurecido nos deu línguas diferentes, a felicidade sempre ofende. Já era tarde quando a maré alta me acordou. Areia grossa, água salgada, na boca o gosto de ressaca. É, o mar pode entender muito bem. Meu “bom” humor matinal agora escorre num sorriso falso – forçado – que felizmente ninguém percebe existir. E tudo piora quando sinto esse cheiro enjoado escorrendo da sua direção. Sua calda grudenta de caramelo não me agrada mais porque não é a primeira vez que você se esquece de mim sozinho nessa salina.
Cores:
azul (profundo),
cinza
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Uma luz.

Desculpe estar distante por tanto tempo. Afinal não sou mais o mesmo que era quando escrevi o primeiro texto, na verdade sou um alguém no mínimo mais consciente de que quero melhorar. E que venham as palavras pra eu despejar meus pensamentos.
Um comentário:
Complicado. Encher a boca de sal. Ficar preso em caramelo gosmento. E coisa e tal.
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