27 de junho de 2009

Nervosismo

Dedos gelados. Doíam ao deslizar nas cordas. Na garganta cacos de vidro arranhavam, ardiam, mas não saíam do lugar. As músicas na ponta da língua, o ritmo fora ardorosamente ensaiado. Mas naquele instante parecia que horas e horas de atenção não serviram pra nada. Adrenalina no sangue, remanescente da época em que isso era questão de vida ou morte. E por mais que quisesse estar ali, por mais que soubesse que lhe faria bem, seu corpo reagia – estava pronto pra fugir. Não era a maior platéia para a qual ele já tocara. Mas era a mais difícil. Seu silêncio queimava.

2 comentários:

Cecília Ferreira disse...

As vezes o silencio é nosso maior medo,maior obstaculo...

Carol Mendes disse...

Essa sensação é desafiante... Apesar do desejo de fazer o q sabemos de melhor ou o que gostamos de fazer, nestes momentos o impulso é desistir de tudo!

Lindo post. Bela descrição.

Bjinhos.

Uma luz.




Desculpe estar distante por tanto tempo. Afinal não sou mais o mesmo que era quando escrevi o primeiro texto, na verdade sou um alguém no mínimo mais consciente de que quero melhorar. E que venham as palavras pra eu despejar meus pensamentos.

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