Seu olhar (recíproco não?). Não que seus olhos não me fascinem. Não que eu não me sinta tentado a olhar. É só que tenho medo que eles vejam os meus e descubram o que penso. Descubram o meu âmago.
Seu sorriso. Sincero, quase compulsivo. Será que sou o único que me fascino com seu sorriso de dentes cerrados? Viciante, tentador. Como aquelas jujubas que me obrigo a recusar. Não quero cair na tentação de prová-lo.
Sua música. Isso que está incrustado em você. Uma síncope que te acompanha por onde passa... Uma espécie de rima branca dos versos em prosa que usas como palavras. Um ritmo de guitarra que ainda me atreverei a tocar.
Sua presença, em meus sonhos. O monstro debaixo da cama que sobe quando fecho meus olhos, a vaga lembrança que sei que existe, mas nunca recordo e que some quando os abro. Quando lembro (normalmente) levo tempo para me orientar.
Suas palavras. Palavras que me seduzem e me encantam. Tornam-me mudo ou somente me fazem pensar um pouco mais... Sobre tudo.
Seu abraço. Além de exigir contado, tem um poder curativo. Não quero gastá-lo com algo fútil. É como uma Félix felicites. Mágico... Ele me assusta mais do que tudo em você. Motivos? Desconhecidos. Insensatez? Não... Definitivamente não...

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