
Voltando a um assunto passado já, disposto a cravar um ponto-final. Falo da chuva de novembro, não aquela que assolou meu estado e que assustou nos noticiários, mas sim a minha chuva de novembro. Era um dia quente (infernal), daqueles que você se joga em um canto sem ânimo para nada. E o vento andava forte – pistas do que viria a acontecer – e o céu escureceu. Já devia imaginar que aquilo podia acontecer, mas ao invés de me abrigar da chuva (como sempre faço aliás), decidi sentir a água escorrendo por meus cabelos. Muitos falaram de mim, disseram que deviam ser como eu e curtir o momento, disseram que era louco e sem sentido estar ali. Infelizmente esses últimos estavam certos. Agora os sintomas da gripe estão curados e qualquer garoa me assusta, mas foram só chuvas de novembro.

3 comentários:
Novembrou passou, o martírio não.
Você, deveria ter sido pleno - é o que digo.
Seja pleno agora, não espere mais.
"Fica o gosto, ficam as fotos
Quanto tempo faz?
Ficam os dedos, fica a memória..."
Já deverias ter aprendido que cada segundo de felicidade é pago com duas horas de tristeza. E é essa a lei da vida.
Mas como suportaríamos as duas horas de tristeza sem o segundo de felicidade? Não suportaríamos...
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