
Devia ter suspeitado. Devia ter dado atenção às cores desbotadas, às névoas que surgiam onde não havia importância. Mas por mais que soubesse não queria acreditar o contrário. O problema é que você luta tanto por algo que em meio à guerra você pensa se é necessário mesmo ou não. Mas então você vê, vive, sente cheiros, gostos, o arrepio do toque na nuca... Como eu ia saber que estava sonhando?
Você acorda e como nunca antes queria poder voar – exatamente como nos sonhos clichês e literários. Os campos infindos e os mares sob as nuvens rosa do sol poente. Você viu as montanhas do oeste canadense, viu os fiordes noruegueses, tocou o topo do Everest, e se esquentou no sol caribenho. Dormiu em cima da ponte do Brooklin e ao acordar foi dormir um pouco mais depois da linha internacional de data, da mesma forma com que o pequeno príncipe fazia ao recuar a cadeira pra ver o pôr-do-sol. Ao lembrar-se disso foi ao Saara ver se topava com ele, mas se contentou em ver as estrelas. Então entediado com as guerras, com a fome, a putaria na política ou a hipocrisia do sistema global do globo em que vive, fostes visitar as estrelas. Passou por nebulosas, super-novas, cometas e pequenos planetas... E nos pequenos planetas viviam alguns amigos seus, ou amigos de amigos seus, ou amigos de amigos que conheciam algum parente conhecido de um amigo seu. Então viu aquela pessoa. E ela acenava pra você da mesma forma que você dava seus patéticos “ois” não respondidos.
De nada adianta viver a vida dormindo, porque os sonhos não se repetem normalmente. Mas naquela situação, após cada sonho repetido, minhas noites perfeitas já não me agradavam mais.
Você acorda e como nunca antes queria poder voar – exatamente como nos sonhos clichês e literários. Os campos infindos e os mares sob as nuvens rosa do sol poente. Você viu as montanhas do oeste canadense, viu os fiordes noruegueses, tocou o topo do Everest, e se esquentou no sol caribenho. Dormiu em cima da ponte do Brooklin e ao acordar foi dormir um pouco mais depois da linha internacional de data, da mesma forma com que o pequeno príncipe fazia ao recuar a cadeira pra ver o pôr-do-sol. Ao lembrar-se disso foi ao Saara ver se topava com ele, mas se contentou em ver as estrelas. Então entediado com as guerras, com a fome, a putaria na política ou a hipocrisia do sistema global do globo em que vive, fostes visitar as estrelas. Passou por nebulosas, super-novas, cometas e pequenos planetas... E nos pequenos planetas viviam alguns amigos seus, ou amigos de amigos seus, ou amigos de amigos que conheciam algum parente conhecido de um amigo seu. Então viu aquela pessoa. E ela acenava pra você da mesma forma que você dava seus patéticos “ois” não respondidos.
De nada adianta viver a vida dormindo, porque os sonhos não se repetem normalmente. Mas naquela situação, após cada sonho repetido, minhas noites perfeitas já não me agradavam mais.

Um comentário:
As coisas acontecem quando estamos distraídos, acontecimentos são tímidos.
E, algumas coisas são tão preciosas que queremos mantê-las por perto, e em segurança. Como a rosa do Pequeno Príncipe, protegida por uma redoma. No seu planeta, um dia, apareceu uma flor...
"A gente corre o risco de chorar um pouco quando se deixou cativar..."
Às vezes, penso nos vulcões que lhe eram tão úteis para aquecer o almoço, penso principalmente naquele extinto. Ele pode reanimar. E eu espero que reanime.
E então, não ficarei espantada caso você sorria ao olhar o céu. Sim, as estrelas sempre me fazem rir!
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