22 de fevereiro de 2009

Quase medo

Ele pegou um guarda-sol e foi se esconder em algum lugar do gramado. Se esconder do sol que o atordoava. O laptop na Internet, o messenger aberto na esperança desesperada de que alguém aparecesse. Ele se sentia sozinho como nunca estivera antes. As férias que pedira outrora lhe aborreciam. Os garotos – seus amigos – estavam longe ocupados com outros interesses. As garotas – namoradas não, confidentes, talvez – por mais perto que estivessem, pareciam distantes e soavam incoerentes, e pela primeira vez passou na cabeça dele que talvez o único incoerente aqui fosse ele, e só ele. Uma dose de culpa inundou seu corpo de maneira mais potente que a adrenalina que sentira algumas vezes. Não era culpado, mas custava a admitir. Preferia acreditar que o mundo fosse bonito e que ele estava errado, do que ver como o mundo é mais cruel do que nunca imaginara ser. E agora o nome do que sentia era parecido com medo. O sol se fora, estava prestes a entrar em casa, mas o messenger estava lá ainda. Como ele deixou estar.

Um comentário:

Bruna B disse...

medo da solidão. quem não tem?

adorei dilix *-* haha

Uma luz.




Desculpe estar distante por tanto tempo. Afinal não sou mais o mesmo que era quando escrevi o primeiro texto, na verdade sou um alguém no mínimo mais consciente de que quero melhorar. E que venham as palavras pra eu despejar meus pensamentos.

Mais sobre mim na Internet

orkutfacebookblogskooblastfmdeviantarticheckmoviespicasayoutubegmailskype