Seja no escuro, no calor de seu corpo, no torpor de um carinho ou no timbre dos sussurros, pensamentos torrenciais, sentimentos desiguais surgiram e se deixaram falar. A chuva caía lá fora e aqui dentro o frio amenizado pela sua presença impetuosa, seu abraço. Mas a brisa já não importava mais, os passos, os ruídos, nada importava mais e o escuro me dominava. Esqueci do medo, deixei de lado receios, nada ali se referia só a mim em particular, era impessoal. E o arrepio. Seu perfume em seu abraço. Vou sempre me lembrar das músicas que ouvimos. O relógio acelerava a cada curva. E quanto mais andava mais queria voltar e começar de novo. “Mas nada vai conseguir mudar o que ficou. E quando penso em alguém, só penso em você, e aí então estamos bem, (...) estamos indo de volta pra casa.”

Um comentário:
Pela milésima vez venho aqui ler este post maravilhoso, então resolvi deixar um comentário pra reforçar o quanto gostei =D
Desculpa se não consigo usar as palavras tão bem para retribuir à altura.
*.*
Beijo
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