20 de setembro de 2008

‘Staring at The Sun’.

Sinto um arrepio. Talvez um mosquito voando perto demais, talvez uma brisa perdida, esquecida pelos ventos. O sol esquenta meu corpo, mas o arrepio ainda corre quando eu me desligo. Eu vejo os dentes-de-leão espalhados pelo ar. Vejo as flores se esforçando dia após dia pra abrir e tentar com sucesso se exibir. E assim a mente vaga, perdida, inconsciente do espaço ou do tempo. Às vezes volta e nota como o pôr do sol continua lindo. A grama coça depois de um tempo e os insetos podem incomodar. E o longo curto momento preso ao céu, fitando o sol ou apreciando o clima, passa vagarosamente acelerado.
O vento começa, a noite leva embora o calor. Meu corpo já não é quente, a vista já não é a mais bela. O escuro assusta as crianças, amedronta a sensação de segurança. E o medo de nunca mais poder ver o claro desperta uma ponta de desespero. Luzes em todos os lados acendem e mostram que ainda há vida ali. O arrepio voltou, agora é o frio mesmo. Vou pra casa pra dormir e sonhar com algo que me tire o medo, algo que me reconforte ou que só me dê companhia, por algum tempo enquanto espero o sol voltar.

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Uma luz.




Desculpe estar distante por tanto tempo. Afinal não sou mais o mesmo que era quando escrevi o primeiro texto, na verdade sou um alguém no mínimo mais consciente de que quero melhorar. E que venham as palavras pra eu despejar meus pensamentos.

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