27 de abril de 2010

Em boas mãos


Tem gosto de papel
Papel amassado, molhado, jogado fora.
Textura de tecido
Macio, liso, leve, livre.
Do tipo que voa liberto se estiver em boas mãos

É frio no inverno
É ameno, fresco, (apressado) no verão
Tem cheiro de calor
Esquenta, mas não aquece. Mantém sempre a sensação
Deixa sempre aquele gosto na boca.
A vontade de ficar mais.

Não sabe o quanto me ilumina isso de dizer que me adora, de dizer que sou bom...
É aí que você descobre (ou me faz descobrir) que o meu melhor está aqui.

Está bem aqui.
Em suas mãos.

(Escondido num dos beijos, numa carícia, num sorriso ou um olhar, está aí, de prontidão)

Tem gosto de chuva
E pode causar resfriados também
E dá medo de ouvir de perto
Então chega mais perto
E diz que ficará tudo bem. (Diga que eu digo também)

EDIT: (01/05) Escrito à 1 da manhã, símbolo de carencia de uma noite de insônia. Azul - Profundo - talvez traduzindo o mais fundo do que eu próprio chamo de eu. Amarelo, como sempre, traduzindo meu ser.

1 comentários:

Suelen Braga disse...

Nossa....que lindo..
Estou seguindo!!!

beijão =*

Uma luz.




Desculpe estar distante por tanto tempo. Afinal não sou mais o mesmo que era quando escrevi o primeiro texto, na verdade sou um alguém no mínimo mais consciente de que quero melhorar. E que venham as palavras pra eu despejar meus pensamentos.

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